segunda-feira, 12 de março de 2012

Mártires







Será que estamos preparados para morrer por amor a Cristo? Ser lançado na cova, atirado na fornalha, crucificado de cabeça para baixo...?

No ano de 1944, em um país comunista, ortodoxos e protestantes disputavam entre si a união aos líderes políticos. Pessoas fiéis a Cristo passaram a entregar outras que eram contra os comunistas; tudo se tornou desgraça para os verdadeiros servos de Deus.

Então igrejas ocultas foram sendo criadas, onde soldados de Cristo arriscavam suas vidas para falar do amor do Senhor para pessoas pagãs e soldados comunistas. Uma vez que os comunistas soubessem disso, aqueles servos de Deus seriam torturados, e às vezes até mortos. Ainda assim, o amor de Jesus por aquelas vidas falava mais alto.

Em 1948, um jovem romeno, pregador da Palavra de Deus, membro da Igreja secreta, foi raptado e por muitos anos ficou nas mãos dos comunistas. Ele relata que as pessoas eram torturadas sem limite, ali.

Crentes eram pendurados em cordas, de cabeça para baixo. Eram colocados em refrigeradores tão frios que formavam uma camada de gelo na parede interna. Médicos da prisão observavam através de uma abertura, até verem sintomas de morte por congelamento. Então davam um sinal e os guardas tiravam os cristãos dali e aqueciam-nos. Quando já estavam adquirindo calor, eram imediatamente colocados nas celas congeladas. Após alguns anos, os sobreviventes, traumatizados, não conseguiam nem mais abrir a porta de um refrigerador.

Um certo pastor foi torturado com um ferro em brasa, ratos famintos eram introduzidos em sua cela através de um cano grosso, ele sequer podia dormir, pois tinha que se defender. Foi forçado depois a ficar em pé por duas semanas, dia e noite. Os comunistas queriam que ele traísse os irmãos, porém não conseguiram. Por fim, trouxeram seu filho de 14 anos e começaram a açoitá-lo diante do pai, dizendo que continuariam a espancá-lo, até que o pastor falasse o que eles queriam.

O pastor gritou para o filho: "Tenho que dizer o que eles querem! Não posso mais suportar o que lhe estão fazendo!". O filho respondeu: "Papai, não me faça a injustiça de ter um traidor por pai! Resista! Caso me matem, irei para a minha Terra Celestial!". A fúria dos soldados caiu sobre o menino, bateram nele até matarem-no. Morreu glorificando a Deus.

Para finalizar, após 14 anos de prisão, devido à tanta tortura e fome, o pastor perdeu completamente o raciocínio para escrever e até ler a Sagrada Escritura. Lembrava-se ainda, porém, do trecho bíblico que diz que Jacó trabalhou 14 anos por Raquel e isso lhe pareceu pouco, pelo muito que a amava. Pouco depois foi libertado e recomeçou uma nova vida ao lado de sua esposa, que o havia esperado fielmente.

Uma lição este homem pode nos dar: Apesar de odiar o sistema comunista, amava seus homens. Odiava o pecado, mas amava o pecador. O sistema matou muitos crentes, mas o amor que eles tinham pelos que os matavam ninguém consegue tirar.

Analise friamente esse relato, sinta o quanto essas pessoas sofreram por amor a Jesus. Será que faríamos o mesmo, amaríamos a Deus a ponto de suportarmos tantas coisas para que nosso próximo fosse alcançado pelo mesmo Amor que nos resgatou, o amor do Senhor?

Não deixe escapar a oportunidade de adorar a Deus em liberdade, há muitos que se encontram no cárcere e gostariam de estar livres para falar do amor de Deus. Deixe esse amor infinito invadir você, a ponto de não medir mais esforços para que as almas sejam salvas. Não podemos ficar de braços cruzados, deixando as almas que custaram o sangue de nosso Senhor perecerem.

"Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor." (I Jo. 4:7,8).