quinta-feira, 29 de março de 2012

O PROPÓSITO DE DEUS PARA O HOMEM.

A palavra do Senhor, no segundo Livro das Crônicas, 7.12-15, relata o aparecimento do Senhor Deus ao rei Salomão à noite (em sonho) e disse-lhe:

Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu os ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra. Agora estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos e à oração deste lugar.

Ainda na vigência da lei de Moisés, o Senhor Deus, na sua infinita misericórdia, tinha uma promessa de perdão dos pecados para o homem. Sarar a sua terra, promessa de abundância para o seu povo. Porem, “Ele” condiciona: Se o povo se humilhar, orar, e buscar a sua face e se converter dos seus maus caminhos, então os seus olhos estarão abertos e os seus ouvidos atentos atento as orações do seu povo.

É justamente nesse propósito de Deus para o homem que vamos meditar, pela promessa do Messias para libertar, remir, perdoar e salvar o homem do pecado pela aspersão do sangue do Cordeiro Inocente na cruz do Calvário.

CRISTO PREGA O ARREPENDIMENTO

Evangelho de Mateus Capítulo 4, versículos 16, 17, a palavra do Senhor descreve que povo que estava assentado em trevas viu uma grande luz; e aos que estavam assentados na região e sombra da morte a luz raiou. Desde então, começou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos céus.

E no Evangelho de Mateus 9.10-13,aconteceu que, estando Jesus em casa sentado à mesa, chegaram muitos publicanos e pecadores e sentaram-se juntamente com Jesus e seus discípulos.

E os fariseus, vendo isso, disseram aos seus discípulos: Por que come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores? Jesus, porém, ouvindo, disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas sim, os doentes.

Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e não sacrifício. Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento.

Jesus lhes propôs uma parábola (Lucas 15. 3-7) dizendo: Que homem dentre vós, tendo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e não vai após a perdida até que venha a achá-la? E, achando-a, a põe sobre seus ombros, cheio de júbilo; e, chegando à sua casa, convoca os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida. Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.

Ao contrário do que o mundo esperava ver o Messias raiar em berço de ouro, com grande poder, honra e glória, como manifestavam os reis da terra diante dos homens, Cristo surgiu da maneira mais humilde que possamos imaginar, nascendo numa estribaria, sendo enrolado em panos, fora colocado numa manjedoura. Cresceu trabalhando como operário, ganhando o seu pão no suor do seu rosto.

A palavra diz que olhando nós para Ele nenhuma beleza víamos para que o desejássemos. Homem de dores, e de uma humildade impar, cravou na cruz os nossos pecados e levou sobre si as nossas dores.

A promessa do Messias para salvar o mundo evidenciou-se. Então Jesus saiu por toda a Galiléia anunciando o arrependimento para a salvação da vida eterna.

Jesus Cristo, ungido por Deus com Espírito Santo e com virtudes, o qual andou fazendo o bem e libertando todos os oprimidos do diabo, curando enfermos, ressuscitando mortos, expelindo demônios, fazendo verdadeiras maravilhas, jamais vista na face da terra. É bom lembrarmos que Ele é o mesmo ontem, hoje, e será eternamente.

O Sumo Pastor, que deixa noventa e nove ovelhas no deserto e vai à busca da perdida, e achando-a, não a espanca, nem a traz açoitando, mas coloca-a sobre os ombros, e traz com júbilo e alegria.

O Grande Pastor que não veio chamar justos, mais os pecadores ao arrependimento, porque há muito mais alegria no céu por um pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não precisam de arrependimento.

No dia de pentecostes (Atos 2.37,38), a multidão, ouvindo o discurso de Pedro, compungiram-se em seu coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, varões irmãos? 


E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós, seja batizado em Nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: A tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar.

O PERDÃO PARA SALVAÇÃO

Na carta aos Romanos 3.20, a palavra afirma que nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei, vem o conhecimento do pecado, fazendo-se necessário que o filho de Deus se fizesse homem e habitasse entre nós (João 1.1 a 4), o qual deu a sua vida em sacrifício vivo na cruz, para a remissão dos nossos pecados, e ressuscitou ao terceiro dia para nos ofertar a salvação para a eternidade.

E hoje, pela aspersão do seu sangue, achamos lugar de arrependimento, porque Cristo levou sobre si o pecado do mundo inteiro (Isaias capítulo 53), abriu a porta do paraíso, e nós, sendo inimigos de Deus, fomos reconciliados pela sua morte, e, pelo seu sangue restabeleceu a paz entre Deus e o homem.

E no Evangelho de Mateus 10.32, disse Jesus: Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus.

A carta aos Romanos 10.8-11, nos ensina que a palavra está junto de ti, na tua boca e no teu coração; esta é a palavra da fé, que pregamos, a saber: Se, com a tua boca, confessares ao Senhor Jesus e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. Porque todo aquele que nele crer não será confundido.

JESUS CHOROU 

E quando chegava perto da descida do monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos, regozijando-se, começou a dar louvores a Deus em alta voz, por todas as maravilhas que tinham visto, dizendo:

Bendito o Rei que vem em nome do Senhor, paz no céu, e glória nas alturas. Quando ia chegando, vendo Jesus a cidade, chorou sobre ela, Dizendo: Ah se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que a tua paz pertence! Mas agora isto está encoberto aos teus olhos (Lucas 19.37-42).

Na entrada triunfal de Jesus Cristo, em Jerusalém a palavra mostra que o Senhor Jesus vendo a multidão, chorou sobre ela. Chorou por causa da dureza de coração e do pecado do povo, Jesus, vendo o homem morto na maldição do pecado, não criam nele com o Redentor que veio para salvar o mundo do pecado e da morte.

Chorou porque os seus não criam Nele como enviado de Deus para remir o homem da escravidão, chorou pelo seu infinito amor a humanidade que estava nas trevas do pecado, e a luz resplandeceu sobre as trevas, e as trevas não o compreenderam.

O mundo que fora feito por Ele não o conheceu. Chorou porque veio para absolver e salvar o que era seu, mas os seus não o receberam, mas todos os que o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus.

Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e verdade. (Evangelho de João 1.5-14).

Quando o Senhor Jesus foi ao encontro das irmãs de Lázaro, o qual havia morrido, Jesus também chorou, mas não pela perca do seu amigo Lázaro, pois Ele iria ressuscitá-lo, assim como o fez, o Senhor chorou pela incredulidade do povo, apesar de tantos milagres, curas e maravilhas que realiza diante dos olhos de todos.

E hoje as coisas não são diferentes, cremos que o Senhor ainda lamenta e chora pela incredulidade e iniqüidade que assola o povo, apesar de tudo que Cristo fez para nos salvar, muitos não crêem e nem O recebe como seu legítimo salvador. 

Amados, é hora de uma reflexão sobre tudo isso, porque se pecarmos voluntariamente depois de termos recebidos o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos nossos pecados.

CRISTO PREGA A LIBERTAÇÃO

E no Evangelho de Mateus 11.28-30, Jesus declarou: Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.

Ele chamou para si todas as nossas dores e aflições, e manda que tomamos sobre nós o seu jugo que é suave e o seu fardo leve.

O jugo suave de Jesus são os seus estatutos, os seus mandamentos, e o fardo leve é o seu perdão, a sua graça, a salvação. Assim alcançaremos descanso para a nossa alma, a sua gloriosa paz, o conforto espiritual, a perseverança e a vida eterna.