segunda-feira, 24 de setembro de 2012

A SUPREMACIA DO AMOR - A CARIDADE.



No Evangelho de Lucas Capítulo 10 versículos 25-37, a palavra relata a interpelação de um doutor da Lei de Moisés a Jesus, dizendo:   Mestre que farei para herdar a vida eterna? E disse-lhe Jesus: O que está escrito na Lei, como lês?

E respondendo ele disse: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma e de todas as tuas forças, e a teu próximo como a ti mesmo. E disse-lhe Jesus: Respondeste bem, faze isso e viverá. E ele porem querendo justificar-se, disse a Jesus: E quem é o meu próximo?

Jesus então lhe anunciou a parábola do Bom Samaritano, e ao final lhe perguntou: Qual dos três lhe pareceu o próximo daquele homem?

Ele respondeu prontamente: O que usou de misericórdia com o seu próximo, com aquele que estava em sofrimento. Jesus então lhe recomendou a proceder da mesma maneira para ganhar um tesouro no céu e a vida eterna.

Para entendermos melhor esta parábola precisamos meditar primeiramente na profundidade da pergunta inicial que aquele homem fez ao Senhor:  Mestre, que farei para herdar a vida eterna?

E o Senhor Jesus o mandou amar a Deus acima de todas as coisas, e ao seu próximo como a si mesmo, com caridade,para alcançar  a vida eterna. Vamos meditar nas palavras do Mestre.

AS OBRAS PODEM SALVAR?

Temos observado alguns irmãos, pregadores da palavra, negando a eficácia da obra do amor ao próximo, que Cristo mandou em todos os livros do Novo Testamento, anunciando que as obras de caridade não salvam, fundamentados na carta do Apóstolo Paulo aos Efésios 2.8, 9 onde está escrito: Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras para que ninguém se glorie.

A palavra afirma com cristalinidade, que as obras que não podem salvar são as obras que procedem da lei de Moisés. Notem:

Carta aos Romanos 3.20, 28 – Nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado. Concluímos que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei.

Carta aos Gálatas 2.16, diz: Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei, porquanto, pelas obras da lei nenhuma carne será justificada.

A palavra nos dá a certeza que ninguém será justificado pelas obras da lei de Moisés, as quais não tem nenhum vínculo com o amor ao próximo, o qual não é outro, senão a obra da caridade, que o Senhor Jesus mandou em todos os livros do Novo Testamento, e se fosse de outra forma a palavra do Senhor seria contraditória.Vejamos:

Carta Universal do Apóstolo Tiago  2.14 a 18: Meus irmãos que aproveita se alguém disser que tem fé e não tiver obras? Porventura a fé pode salvá-lo? E , se o irmão ou irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento cotidiano, e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e lhes não derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí?   Assim também, a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesmo. Mas dirá alguém tu tens a fé e eu tenho as obras, mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.

A SUPREMACIA DO AMOR

E no capítulo 13 da primeira carta aos Coríntios,  a palavra vislumbra a excelência do amor ao próximo, como caridade, observemos:

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse caridade, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.

E ainda que tivesse o dom de profecia e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse caridade, nada seria.

Ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse caridade nada disso me aproveitaria.

Vamos meditar na profundidade dos mandamentos do Senhor Jesus, sobre o amor ao próximo que é a caridade. Na carta aos Hebreus 11.6, a palavra assegura que sem fé é impossível agradar a Deus, então avalie a narrativa da palavra em I Coríntios 13.13 onde a palavra diz: Agora, pois, permanece a FÉ, a esperança e a caridade, destas três, mas a maior destas é a  caridade.

A palavra é límpida e não deixa  sombra de dúvida  que a grandeza do amor ao próximo como caridade é maior que a FÉ. Porque  é pelo dom da FÉ em Deus, que guardamos os seus mandamentos e buscamos a santificação para fazer a sua vontade. E a palavra afirma que assim como o corpo sem espírito está morto, também a FÉ, sem obra é morta em si mesma (Tiago 2.26).

COMO DEVEMOS FAZER A CARIDADE

No Evangelho de Mateus 6. 1 a 4,Jesus nos exorta à praticar a obra do amor ao próximo e diz: Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles, aliás, não tereis galardão junto de vosso Pai, que está no céu.

Quando pois deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens.


Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita. Para que a tua esmola (caridade) seja dada ocultamente. E teu Pai, que vê em segredo,te recompensará publicamente.

O próprio Senhor Jesus Cristo evidenciou que ao praticarmos a caridade, não podemos nos assemelhar aos hipócritas, falsos, que fazem algumas obras com aparência de amor, mas o único propósito é alcançar o próprio galardão, buscando o reconhecimento dos homens, no entanto, o Mestre exorta para que não saiba a mão esquerda o que faz a tua direita (a mão esquerda são as pessoas do seu convívio), que façamos a caridade ocultamente, para que o nosso Pai que vê secretamente nos abençoe publicamente.

Muitos dizem: Mas eu estou contribuindo com o meu dízimo e ofertas na igreja, e se o pastor não fizer obras de caridade, é problema dele.

Sim, claro que é problema dele, porque certamente irá prestar contas à Deus de tudo o que fez oposto a palavra, porem, isso não vai isentar a sua responsabilidade, porque a exortação do Senhor Jesus nos faz saber, que o amor ao próximo como caridade, é como o jejum, você não poderá pedir a alguém jejuar para você, como também não poderá delegar poderes a outrem para orar em seu lugar. Guardar os mandamentos do Senhor Deus é algo pessoal e intransferível.

E se não fosse assim, o endinheirado, para se aproximar do Senhor, era só abastecer os cofres da igreja e designar outros à praticar a caridade e teria a recompensa da vida eterna. Mas o amor ao próximo, é individual e não está disponível nas gôndolas dos mercados, como também ninguém poderá praticá-lo em seu lugar.

QUEM SERÁ ARREBATADO PARA A VIDA ETERNA?

É evidente que a caridade isoladamente, se não for precedida pelo arrependimento e conversão não conduzira  a salvação, mas como já vimos na palavra,   ela é inerente a FÉ, e a aspiração em fazer a vontade do Pai, tanto que neste texto maravilhoso, por ocasião do julgamento, o Senhor Jesus, nos dá a certeza  que os que amam verdadeiramente o seu próximo, não só com palavras, mas praticando as obras da caridade, não serão esquecidos no grande dia do arrebatamento.  Vejamos:

Mateus 25.31-46:  E quando o filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com Ele, então se assentará no trono de sua glória; E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas.

E porá as ovelhas a sua direita mas os bodes ficarão a esquerda. Então dirá o Rei para suas ovelhas: Vinde a mim benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; Porque eu tive fome, e deste-me de comer, tive sede, e deste-me de beber, sendo estrangeiro hospedastes-me, estava nu, e vestistes-me, adoeci e visitastes-me, estive na prisão e fostes ver-me.

Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos, com fome, ou com sede, ou nu, estrangeiro e te servimos? Ou enfermo, ou na prisão e te visitamos?

E respondendo o Rei lhes dirá: Em verdade vos digo, que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.

Então dirá também aos que estiverem a sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos;

Porque eu tive fome e não me deste de comer, tive sede e não me destes de beber, estando nu não me vestistes, sendo estrangeiro não me hospedastes, estando enfermo e na prisão não me visitastes.

Eles também lhe responderão dizendo, Senhor quando te vimos com fome, com sede, nu, estrangeiro, enfermo e na prisão e não te servimos?

Então lhes responderá dizendo: Em verdade vos digo, que quando não fizestes a um destes pequeninos, a mim também não o fizestes. E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna.

Há porem alguns que ainda tentam mutilar os mandamentos do Senhor, alegando que neste texto, o Senhor Jesus Cristo está referindo-se a saciar a fome, a sede, visando suprir as necessidades espirituais dos irmãos. Esta argumentação é falsa porque foge totalmente dos propósitos da palavra do Senhor, pois quando perguntaram a Jesus: Quando te vimos com fome, ou com sede, etc., Ele respondeu:  Em verdade vos digo, que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.

Jesus afirma que a caridade aqui mencionada, é o provimento das precisões materiais para os necessitados, porque se Ele estivesse referindo-se as necessidades espirituais, seria uma incoerência, pois jamais homem algum seria capaz de saciar as necessidades espirituais de Jesus Cristo.

No livro dos Salmos 50.12, o próprio Deus disse: Se eu tivesse fome não te diria, pois meu é o mundo e a sua plenitude.

Outra sustentação do texto vem no livro de Mateus capítulo 4.11, ocasião em que Jesus Cristo, tendo fome após quarenta dias de jejum, foi tentado, mas quando o diabo o deixou, chegaram os anjos e o serviram.

E na revelação do Apocalipse ao Apóstolo João, (2.1-5), disse Jesus: Escreve ao anjo da igreja que está em Êfeso: Eu sei as tuas obras, e o teu trabalho, e atua paciência, e que não podes sofrer os maus e puseste a prova os que dizem ser apóstolos e não são, e tu os achastes mentirosos. E sofrestes, e tens paciência, e trabalhastes pelo meu nome, e não te cansaste.

Tenho porém contra ti que deixastes a tua primeira caridade (Na versão atualizada diz primeiro amor).   Lembra-te pois donde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres.

O Senhor Jesus reconhece as tuas obras, o teu trabalho, a tua paciência, e o teu sofrimento, pelo seu nome. O Ministro daquela igreja fez tudo em conformidade com a vontade do Senhor, só faltou uma coisa: Faltou a caridade (amor ao próximo),   faltou o essencial para a salvação.

Ele exorta com veemência: Tenho porem contra ti que deixastes a tua primeira caridade, e manda que imediatamente, lembrar-te onde caíste e faça a primeira caridade e arrependa-te por não ter praticado o amor ao seu próximo, porque se não te arrependeres certamente tirará do seu lugar o teu castiçal.

É exatamente isso que acontece hoje, não se vê os dirigentes das igrejas praticando a obra da caridade, nem tão pouco ensinam os irmãos  a dedicar-se a prática do amor ao próximo, ao contrário, dizem que as obras não salvam, e negam a eficácia desse amor, contradizendo o mandamento do Senhor Jesus, revelado em todos os livros do Novo Testamento.

No entanto, não abrem mão do dízimo e ofertas, os quais são ordenanças da lei de Moisés e foram por Cristo  abolidos (Hebreus 7.12,18, 19).

E na primeira carta Universal do Apóstolo João 3.17, 18  a palavra diz: Quem pois tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as suas entranhas, como estará nele a caridade de Deus?

Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade.

E em Colossenses 3.14, a palavra diz: E, sobre tudo isto, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição.