quarta-feira, 26 de setembro de 2012

E QUANDO A CASA FICAR PEQUENA PARA ABRIGAR AOS IRMÃOS



            Sabemos que muitos ficam assustados, outros fascinados ao conhecer a diferença de ensinamento bíblico, entre os que amam a Deus verdadeiramente em Espírito e em Verdade, e a doutrina que permeia nas instituições religiosas denominacionais que o homem chama de “igreja”, pois os eruditos que fazem a mídia dentre os evangélicos criaram o mito que para servir a Deus e por Ele ser abençoado, se faz necessário se membrar a uma instituição religiosa e dar dinheiro para manter despesas da instituição e a mordomia dos líderes.

Para tanto, temos recebidos inúmeras questões a esse respeito, e as principais preocupações são: E quando ajuntarem-se um grande número de pessoas, como faremos para acomodar todos os servos numa casa?

Outro questionamento é COMO MANTER A OBRA SEM OS DÍZIMOS E OFERTAS? Vamos responder segundo a Palavra do Senhor:

         Lembre-se, primeiramente no dia de Pentecostes, agregaram-se ao Evangelho de Cristo quase três mil almas (Atos 2.41), e onde os Apóstolos congregavam com aqueles irmãos, se não  nas casas? Observe que, os Apóstolos pregavam também no templo e nas sinagogas com objetivo de libertar os judeus que persistiam em continuar cumprindo a lei de Moisés, porém, sem qualquer vínculo com essas entidades.

         E a Palavra de Deus no livro de Atos 7.48, diz: O Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens. O que fora ratificado no livro de Atos 17.24: O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens.

E os pregadores tratam o local onde se reúnem de “a casa do Senhor”, vinculando santidade e reverências à estrutura material, mas diante da Palavra isso é um equívoco, porque nós somos o templo do Espírito Santo de Deus, observem: Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? (I Coríntios 3.16).

            E ainda I Coríntios 6.19 diz: Não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?

            VELHA ALIANÇA: TEMPLO, SACERDOTES E SACRIFÍCIOS

            O antigo Judaísmo estava centrado em três elementos: O templo, o sacerdócio e o sacrifício. porem, Cristo ao render o seu Espírito a Deus (Mateus 27.50,51), o véu do templo rasgou-se de alto a baixo, então passamos a viver pela sua graça, encerrando-se ali toda ordenança da lei de Moisés.

E Jesus anulou esses três elementos, cumprindo-os em si mesmo. Hoje Ele é o Templo que incorpora uma nova e viva casa, não feita por mãos humanas, mas pelo seu próprio sangue. Ele é o Sumo Sacerdote Eterno e o Sacrifício perfeito e definitivo, por um Novo Mandamento escrito com o seu próprio sangue (João 13.34).

Hoje, no tempo da graça, não existe mais a figura do sacerdote para interceder ao Altíssimo pelos pecados do povo, mas todos que receberam a Jesus como seu Único e suficiente Salvador, dobrará o joelho diante do Pai e será ouvido, em Nome do seu amado Filho.

         Portanto, meditamos na Palavra do Novo Testamento encontramos inúmeras referências que os Apóstolos se reunião nas casas, veja:

         Atos 12.12:  E, considerando ele nisso, foi à casa de Maria, mãe de João, que tinha por sobrenome Marcos, onde muitos estavam reunidos e oravam.

 Romanos 16.5:  Saudai também a igreja que está em sua casa.

Colossenses 4.15:  Saudai aos irmãos que estão em Laodicéia, e a Ninfa, e à igreja que está em sua casa.

Filemon 1.2:  E à nossa irmã Áfia, e a Arquipo, nosso companheiro, e à igreja que está em tua casa:

Atos 28.30, 31:   Paulo ficou dois anos inteiros na sua própria habitação que alugara e recebia todos quantos vinham vê-lo, pregando o Reino de Deus e ensinando com toda a liberdade as coisas pertencentes ao Senhor Jesus Cristo, sem impedimento algum.

Jesus sintetizou a sua igreja em uma única frase dizendo: Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles Mateus (18.20).

Portanto amado em Cristo, não há dúvida, a forma de congregar é nas casas dos irmãos, porque cada um de nós que recebemos a oferta da salvação, não podemos enterrar o talento, mas espalhar a graça recebida (salvação).

            RECOMENDAÇÕES QUE PRECISAM SER  OBSERVADAS

            A primeira é se conscientizar que assim como as ovelhas são de Cristo, a obra que fazemos também é para honra e glória do seu nome. Portanto, devemos seguir firmemente nesse princípio, pregando nas casas ou onde quer que estejamos, mas com o passar do tempo a obra vai crescer em unidade e a sua residência ficará pequena para reunir com todos os irmãos, mas isso não é problema, é a germinação das sementes espalhadas, as quais produzirão frutos para salvação de muitas almas, para honra e glória do Pai.

            Diante dessa situação, vem em mente o desejo de alugar um prédio para acomodar os que somam conosco, mas o ensinamento bíblico não é esse, por isso precisamos preparar aos irmãos que congregam conosco a guardarem os mandamentos, e ensiná-los a fazer a obra para pescar almas para o Reino de Cristo.

Mas a medida que cada um dos irmãos vão crescendo na fé e estiverem preparados para realizar a obra de evangelização, então assumirão suas funções dentro do ministério e irão pregar o Evangelho em outros locais ou seja nas suas próprias casas e nas casas de outros irmãos, porque essa é a recomendação do Senhor Jesus descrita no Evangelho de Mateus 28.19, ocasião em que disse: Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo (Edição Revista e Corrigida).

Porque o compromisso para fazer a obra de Deus anunciando o Evangelho e a salvação aos que andam em trevas, não é exclusividade apenas para o líder da comunidade evangélica ou de um grupo de missionários treinados especialmente para fazer a evangelização, mas todos que recebem o talento, a graça da salvação devem pregar a Palavra, isto é, tem o dever e o compromisso de anunciar o Evangelho para fazer a obra de Cristo, ao contrário estará enterrando o talento que deverá ser multiplicado.

            Outro detalhe, em nome do sangue e do sacrifício do Senhor Jesus, não podemos aceitar um centavo sequer, nenhuma recompensa em razão do Evangelho, pois a obra não é nossa, mas do Senhor, e cada centavo que alguém recebe em nome do sangue e do sacrifício Cristo não tenha dúvida que dará conta disso no grande e terrível Dia do Senhor.

            Mas se o pregador ou algum dentre os irmãos tiver necessidade poderá receber somente o essencial para o seu sustento diário, ou seja, alimento, pouso, eventualmente um calçado ou roupa, mas dinheiro em nome do sangue e do sacrifício do Senhor, jamais poderão receber, porque o galardão daqueles que servem a Deus não está nas coisas deste mundo, mas nos dias vindouros.

            Apesar de reconhecer o direito, Paulo exemplificou que não tirava proveito disso, para não por impedimento na obra de Cristo.

            E de forma alguma podemos seguir o exemplo dos pregadores que não tem compromisso com Deus, os quais usam o sacrifico do Senhor para tomar dinheiro dos irmãos mas Cristo já pagou o mais alto preço pela aspersão do seu próprio sangue.

Sendo assim, não é recomendável alugar e nem construir nenhuma edificação material para reunirem-se, porque virão despesas, haverá necessidade de coleta, e acabará como as demais instituições religiosas.

Porque a coleta recomendada por Paulo não era dinheiro para a instituição, mas as coisas indispensáveis no cotidiano para suprir as necessidades dos mais pobres dentre os irmãos.

Autor: Espirito Santo de Deus, quem capacita todos os homens a levar a sua palavra sobre a terra, realizando a vontade de Jesus Cristo.