quinta-feira, 9 de maio de 2013

"A RESTAURAÇÃO DA IMAGEM DE DEUS NO SER HUMANO!”


Romanos 8: 28-30

O nível da importância e destino do ser humano dentro planejamento de Deus é tão grande, que ao criá-lo o Eterno transferiu-lhe atributos que somente Ele próprio possuía. Dentre todos os seres criados, apenas o homem foi feito à imagem e semelhança de Deus. Gên. 1: 26 -27. Foram conferidos poderes e privilégios especiais para ele administrar toda a criação em comunhão com o Criador.

Na IMAGEM, o Senhor Deus reduplicou elementos espirituais que deveriam funcionar no interior de nossas vidas. A sensibilidade, a consciência divina e a habilidade de obedecer e adorar ao Criador eram para motivar uma busca permanente por Ele. Tudo isso fora dado ao homem para fazê-lo crescer e amadurecer no seu relacionamento com Deus. 

Quanto ao fator SEMELHANÇA, fica evidente que esse foi o segundo estágio da criação. Gên. 2: 7. O Senhor formou o homem do pó da terra e moldou um corpo para manifestar através dele os Seus atributos. Esse corpo é exatamente igual ao de todos nós até hoje. Quando Moisés desejou saber como era a glória da presença de Deus, o Senhor mostrou-lhe apenas a Sua semelhança e não a imagem exata de Sua face e pessoa. Êx. 33: 18-23. 

O sopro divino animou e ativou as características da alma humana que nos dariam plenas capacidades de externar perfeitamente a plenitude da natureza humana e os atributos divinos incorporados a ela. Foi dessa maneira que Deus criou a raça humana para viver eternamente dentro de um relacionamento que deveria crescer continuamente nos mais diversos desdobramentos da criação.

Com a ausência do pecado, o lugar era perfeito e a responsabilidade das tarefas atribuídas ao homem era enorme. Gên. 2: 8-15. Nós não temos a menor ideia de como o seria o desenvolvimento da terra sem a catástrofe que o pecado original causou a todo o projeto. Isto é algo que apareceria maravilhosamente na revelação de Deus a Adão e Eva nesse processo conjunto entre eles. 

Na parte central do Éden, Deus plantou duas árvores. A do conhecimento do bem e do mal e a árvore da vida. Gên. 2: 16-17; 3: 22-24. A ordem divina funcionaria especificamente na proibição de eles tocarem na árvore da ciência do bem e o mal. Não existia ainda nenhuma regra para a árvore da vida. O livre arbítrio que é a liberdade de escolha seria testado nessa única advertência. Se havia uma fonte para prover o conhecimento do bem e do mal, significa que mesmo sem a indução do pecado, eles poderiam desobedecer a Deus e estragar tudo. As Escrituras revelam que existe um mal que surgiu antes daquilo que nós chamamos de pecado. O nome dele é iniquidade. 

A iniquidade é algo que aparece espontaneamente no interior de uma pessoa. Ela simplesmente brota sem a ajuda da tentação satânica ou das armadilhas da carne. Este foi o pecado original de Satanás quando ainda era Lúcifer, o querubim ungido que passeava entre as pedras afogueadas. Ez. 28: 13-19. Muitos estudiosos da origem de Satanás na Bíblia afirmam que este texto relacionado ao rei de Tiro, na verdade é uma alegoria espiritual da queda do diabo e a destituição de toda a glória que ele possuía antes da criação do mundo. Apoc. 12: 9; Luc. 10: 17-18.

A mesma alegoria relativa à iniquidade no coração de Lúcifer é retratada no livro do profeta Isaias quando o Senhor estava proferindo julgamentos contra o rei da Babilônia. Isa. 14: 11-16. Nenhuma nação da antiguidade refletiu tanta crueldade de caráter satânico como essas duas: Babilônia e Tiro. E no topo da estatua da visão em Daniel estava Babilônia, a cabeça de ouro e o maior de todos os impérios daquela época. Parece que Satanás tentou compensar a gloria perdida em sua queda investindo tudo nessas nações perversas e iníquas que aparecem nas Escrituras Sagradas. Dan. 2: 31-38. 

Quando todos esses reinos físicos se acabaram e foram varridos da terra, o orgulho e a iniquidade da arrogância satânica reaparecem com toda sua força na Babilônia religiosa, também conhecida como a falsa Igreja e a prostituta espiritual de Apocalipse. Apoc. 17 e 18. Ela aparece ligada intimamente à Besta, como um abrigo de demônios e guarida de todo espírito imundo e detestável. Foi através dela que Satanás mercadejou e negociou com as almas dos homens para afrontar os planos do Senhor e tentar atrair para si a adoração que é devida somente ao nosso Grande e Único Deus. 

No quadro da criação em Gênesis é essa personalidade arruinada e destituída de caráter que encontramos agindo contra Deus. Ela não apresenta qualquer característica do bem e a sua obra é destruir o brilho da raça humana e injetar na sua raiz uma imagem perversa e distorcida de sua pureza original. É quase impossível conseguir dimensionar o grau da destruição que esse fato causou na terra. 

Depois de todas as consequências impostas por Deus à raça humana, culminando com a expulsão de Adão e Eva e o primeiro homicídio na história, eles seguem suas vidas e geram um filho ao qual puseram o nome de Sete. Este foi gerado segundo a IMAGEM de Adão. Gên. 5: 3. A descendência de toda a raça humana como ela é e o estado em que se encontra até hoje, foi traçada a partir desse ponto. Todos os seres humanos trazem em sua natureza essa imagem de um Adão decaído de sua condição original. I Cor. 15: 45-49. 

A natureza adâmica reúne toda a perversidade do pecado aliado ao engano satânico. Ela deixa amortecido o espírito humano que não recebeu a Cristo sem nenhuma reação e se manifesta livremente através das obras da carne. Col. 2: 13; Ef. 2: 1, 5. Nessa condição, tudo o que nós fazemos é uma ofensa à santidade de Deus e não O agrada. Ela nos coloca dentro de um ciclo horrível terminando com a morte como um resultado dele. Tg. 1: 13-15; Rom. 7: 5. Este é processo que a raça humana segue e que se tornou o principal alvo da intervenção de Deus na história através de Cristo.

O plano divino para a reversão dessa crise inicia-se com a vinda do Emanuel. Is. 7: 14-16. A manifestação de Deus aos homens através de Cristo revelou a verdadeira imagem do Criador que fora perdida com Adão e Eva. Jesus, como Filho de Deus era a expressão exata do Seu Ser e a prova real de que Deus não tinha desistido da ideia de o homem ser segundo a Sua IMAGEM e SEMELHANÇA. Jo. 1: 14; Heb. 1: 3-6. 

Cristo trouxe e restaurou essa experiência em Si mesmo. A Sua vida e caráter demonstrou todo o tempo a imagem do Deus invisível. Nós poderíamos considerar como sinônimos a imagem do Criador no homem e a natureza de Cristo. Ele, na sua forma humana revelou a Sua identidade como Filho de Deus. A perfeição da obra de Cristo permitiu que o divino habitasse no humano manifestando a glória e a excelência do caráter do Pai. 

Quando o ser humano recebe a Cristo, ele na verdade está abrindo a porta de sua vida para que Deus a transforme, tendo o poder de ser criado e repetido nele a mesma natureza. Jo. 1: 12-13. Cristo que é considerando o segundo Adão quer transformar a nossa natureza para se tornar igual a Dele. I Cor. 15: 49; II Cor.3: 18; Rom. 8: 29.

O novo homem que é criado em Cristo está revestido dessa nova natureza que é a verdadeira imagem de Deus pretendida para a raça humana. Col. 3: 4-10; Ef. 2: 13-16; 4: 22-24. É para essa nova criação que toda a existência vai convergir e entrar na eternidade com Deus. Cristo como nosso Senhor estará sustentando todas essas coisas. E pela Sua Palavra, Ele vai delinear os novos contornos do que estava reservado no coração de Deus para a humanidade. Col. 1: 15-19.