quinta-feira, 9 de maio de 2013

DEUS QUE CONHECEMOS !!!

 

Considero, em minha modesta opinião, uma das mais belas pregações do evangelho aquela registrada nas Escrituras Sagradas, no Livro dos Atos dos Apóstolos em seu capítulo 17. Nessa passagem bíblica o Apóstolo Paulo se encontrava na cidade grega de Atenas, tendo sido levado a esse lugar por algumas pessoas, depois de encontrar forte oposição de grupos judeus à pregação do evangelho nas cidades de Tessalônica e Beréia (Atos, capítulo 17, versículos 1 a 15).

Atenas não era uma cidade comum. Devido a influência da cultura helênica, desde os tempos do conquistador Alexandre, era considerada a capital cultural do mundo antigo. Por essa razão as artes, a filosofia e a própria cultura greco-romana eram amplamente cultivadas. Incluindo, nesse contexto, os cultos aos ídolos, templos e sacrifícios pagãos. Daí podemos facilmente compreender a angústia e a comoção de Paulo, veja:

“E, enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se comovia em si mesmo, vendo a cidade tão entregue à idolatria.” (Atos, capítulo 17, versículo 16).

Cumprindo o seu chamado missionário, Paulo anunciou as boas novas aos atenienses, “de sorte que disputava na sinagoga com os judeus e religiosos, e todos os dias na praça com os que se apresentavam.” (Atos, capítulo 17, versículo 17). Essa postura chamou a atenção dos filósofos e demais cidadãos, que perguntavam entre si: “O que quer dizer este tagarela? E outros: Parece que é pregador de deuses estranhos; porque lhes anunciava a Jesus e a ressurreição.” (Atos, capítulo 17, versículo 18). Essa curiosidade e o desejo de conhecer mais sobre a Palavra de Deus levou Paulo a discursar no Areópago, podendo assim falar a todos:

“E alguns dos filósofos epicureus e estóicos contendiam com ele; e uns diziam: O que quer dizer este tagarela? E outros: Parece que é pregador de deuses estranhos; porque lhes anunciava a Jesus e a ressurreição. E tomando-o, o levaram ao Areópago, dizendo: Poderemos nós saber que nova doutrina é essa de que falas? Pois coisas estranhas nos trazes aos ouvidos; queremos, pois, saber o que vem a ser isto (Pois todos os atenienses e estrangeiros residentes, de nenhuma outra coisa se ocupavam, senão de dizer e ouvir alguma novidade). E, estando Paulo no meio do Areópago, disse: Homens atenienses, em tudo vos vejo um tanto supersticiosos. Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio. O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens. Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas. E de um só sangue fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados, e os limites da sua habitação. Para que buscassem ao Senhor, se porventura, tateando, o pudessem achar, ainda que não está longe de cada um de nós. Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração. Sendo nós, pois, geração de Deus, não havemos de cuidar que a divindade seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou à pedra esculpida por artifício e imaginação dos homens. Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam. Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos. E, como ouviram. falar da ressurreição dos mortos, uns escarneciam, e outros diziam: Acerca disso te ouviremos outra vez. E assim Paulo saiu do meio deles.” (Atos, capítulo 17, versículos 18 a 33).

Os Epicureus eram pensadores, adeptos das idéias do filósofo Epicuro de Samos. Baseavam seu estilo de vida na busca da realização e felicidade pelo prazer. Hoje essa filosofia poderia muito bem ser descrita pelos ditos populares: “aproveite cada minuto de sua vida”; “seja feliz hoje, preocupe-se amanhã.” Já os estóicos tinham no filósofo grego Zenão de Cítio as regras de uma vida de abnegação e racionalidade. Seu pensamento poderia ser sintetizado pelas lições de Sêneca e Epiteto que enfatizavam: “A virtude é suficiente para a felicidade”.

Podemos, portanto, observar que diante de tamanhas diferenças das correntes filosóficas e das práticas culturais e religiosas daquela época, que o Apóstolo Paulo apresentou o Evangelho de Jesus Cristo, não como uma mera filosofia, ou opção alternativa aos pensamentos dominantes; mas, sim, como a única opção de salvação do ser humano, observe:

“Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam. Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos.” (Atos, capítulo 17, versículos 30 e 31).

Vemos que Paulo também ensinou que a proximidade de Deus não se alcança por ídolos feitos de ouro, prata ou pedras esculpidas. Isso porque, embora os atenienses fossem cultos e receptivos as novidades, contudo não possuíam nenhuma informação acerca do DEUS DESCONHECIDO.

“Sendo nós, pois, geração de Deus, não havemos de cuidar que a divindade seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou à pedra esculpida por artifício e imaginação dos homens.” (Atos, capítulo 17, versículo 29).

Atualmente, assim como aconteceu com Paulo em Atenas, muitas pessoas dirigem suas vidas dentro da cultura e das filosofias dominantes. Muitos pensam: Vivo para aproveitar o melhor dessa vida e ser feliz, não importam as demais coisas (síntese do pensamento epicurista). Outros podem dizer: Vou esforçar-me, renunciando ao conforto e o prazer, dedicando-me a caridade e a ajudar ao próximo (pensamento baseado na doutrina estóica). Todavia, independente do que você faça, sem Cristo em sua vida, tudo será nulo e não terá valor algum! Veja o que a Bíblia fala sobre isso:

“Há um caminho que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da morte.” (Provérbios, capítulo 16, versículo 25).

“E disse: Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens. E direi a minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos, descansa, come, bebe e folga. Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” (Evangelho de Lucas, capítulo 12, versículo 18 a 20).

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.” (Efésios, capítulo 2, versículos 8 e 9).

Da mesma forma como aconteceu a Paulo no areópago, muitos também desprezam a mensagem do Evangelho. Isso por acreditar mais no pensamento e na cultura dominante do que na Palavra de Salvação. Mas a Bíblia ensina que alguns creram:

“Todavia, chegando alguns homens a ele, creram; entre os quais foi Dionísio, areopagita, uma mulher por nome Dâmaris, e com eles outros.” (Atos, capítulo 17, versículo 34).

Estes que acreditaram certamente puderam conhecer a Deus. Mas, e VOCÊ? De que lado você ficaria? Seguindo aqueles que acreditaram ou ignorando a mensagem de Jesus, preferindo as idéias e a cultura atuais. Você realmente deseja conhecer a Deus, ou ficaria entregue às supertições, apenas imaginando como seria o DEUS DESCONHECIDO?

Essa pergunta é tão atual como foi nos dias do Apóstolo Paulo em Atenas. Cabe a você respondê-la. Que a sua resposta lhe permita conhecer verdadeiramente a Deus.

Que DEUS te abençoe grandemente.