sexta-feira, 20 de março de 2015

Esaú abraçou Jacó e o Beijou...


“...A reconciliação entre Jacó e Esaú não foi um ato isolado. Houve uma preparação para que isto ocorresse, e houve também consequências positivas. Quando ao primeiro aspecto, torna-se necessário recordar alguns fatos que se deram logo após a visão da escada (Gs 28.10-17). Deus usa tanto pessoas como situações para moldar o caráter do seu escolhido. Foi isso que aconteceu com Jacó...Jacó diz que trabalharia sete anos sem receber salário desde que, ao final, Labão lhe desse Raquel, sua amada... (Ele trabalhou 7 anos)”Labão” não lhe avisou que não era costume naquelas terras dar filha mais nova antes da primogênita. Assim na noite de núpcias Labão engana Jacó, dando sua filha mais velha...Jacó sentiu na pele o que Esaú sentiu ao ser enganado por ele. Deus estava começando a quebrantá-lo. Jacó, depois de 20 anos com Labão, resolveu voltar ao antigo lar em Canaã. Durante 20 anos Deus não se afastou de Jacó. Ele sofreu algumas vezes, mas também progrediu muito do ponto de vista material...No processo da volta, Jacó tem dois grandes problemas: o primeiro é o encontro com Esaú com o qual tinha algo não resolvido. O segundo, maior que o primeiro, é que alguma coisa no seu interior não ia bem, e ele precisava defrontar com um inimigo maior que Esaú; ele precisava encontrar-se consigo mesmo. Dentro em pouco Jacó precisava lutar contra Jacó. Este problema precisava ser resolvido antes do encontro com Esaú e, principalmente, antes de entrar na terra prometida. Pense um pouco: Caro leitor O que está precisando ser resolvido em sua vida para que você possa entrar na terra prometida? Deus na forma de um anjo, no Vau do Jaboque, torna-se mediador e a solução final para aquela luta interior. A natureza de Jacó lhe impunha nunca se render a nada nem a ninguém. Deus tinha planos para sua vida. A exigência residia em uma rendição incondicional. Quando ele chega a esta conclusão é que acontece o conflito interior. Como Jacó (ardiloso, suplantador etc), ele conseguira muita coisa: família, bens, prestígio. Por que abrir mão de sua natureza? Este era o conflito. Finalmente, ele chega a esta conclusão que o verdadeiro tesouro de um homem reside no fato de estar no centro da vontade de Deus, deixando-o comandar em tudo a sua vida...Finalmente a vitória. È a primeira batalha que se tem conhecimento onde quem se rende é vitorioso. Também, é uma luta onde não há perdedor. Deus prometera que não o deixaria até cumprir nele o seu querer Gs.( 28.15b). Agora, ele não está mais do lado de fora: Jacó permitira sua entrada. Para que Deus entrasse era necessário que Jacó saísse. Começa a sair de cena a natureza má de Jacó e surge um homem preocupado em revelar em tudo a natureza do seu Deus. Surge Israel, aquele que luta com Deus prevalece pela rendição, por meio de rogo por uma benção transformadora e pelo reconhecimento da supremacia divina. Agora, ele estava pronto para a reconciliação...lembremos que ele teve, na noite anterior, um encontro transformador com o Senhor. Prudência e humildade, dentre outras, são atitudes inerentes no homem que está em comunhão com Deus. Se as intenções de Esaú fossem negativas, agora, vendo a atitude de Jacó, ele tem uma mudança de atitude...Jacó passara uma noite inteira com Deus; é impossível a um homem que tenha estado com Deus, em tamanha proximidade, não se torne diferente...