domingo, 25 de agosto de 2013

Como anda a sua lista de desafetos?


“Jacó passou à frente e, ao aproximar-se do seu irmão,
curvou-se até o chão sete vezes.
Mas Esaú correu ao encontro de Jacó e abraçou-se ao seu pescoço,
e o beijou. E eles choraram."
(Gênesis 33:3-4)

Esaú, que há vinte anos jurara a morte de seu irmão, agora o beija. Que cena mais comovente!

Do ódio suscitou a afeição; do rancor floresceu o perdão; do sofrimento desabrochou a reconciliação.

O perdão venceu a condenação devido à reconciliação de Cristo por nós. “Tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, ou seja, que Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não levando em conta os pecados dos homens, e nos confiou a mensagem da reconciliação. Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse falando o seu apelo por nosso intermédio. Por amor a Cristo lhes suplicamos: Reconciliem-se com Deus. Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus.” (II Coríntios 5.18-21).

A reconciliação de Cristo nos deu a salvação, ou seja, a restauração da comunhão outrora perdida em Adão. Assim, a reconciliação gera vida, produz paz e alegria. Nas palavras do apóstolo “não levando em conta os pecados dos homens” nos dá a chave para reatar os relacionamentos: perdoar.

Sem perdão não há relação. Sem perdão não há felicidade. Sem perdão não há cura. Sem perdão não há salvação. Sem perdão não há reconciliação. Assim, o perdão mediante o Messias não apenas produziu a reconciliação, mas também “nos deu o ministério da reconciliação”.

Isso significa que seremos arautos de Deus suplicando: o arrependimento das más obras, o retorno à sensatez e, assim, a restauração do elo perdido, fruto do pecado.

Somos “embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse falando o seu apelo por nosso intermédio”, ou seja, somos a boca do Senhor conclamando os pecadores a se arrependerem e se reconciliarem, de modo que recai sobre nós a muitas vezes difícil, porém, prazerosa obrigação da reconciliação uns com os outros, pois se como cristãos não vivermos em paz com o próximo, que sentido fará nossa pregação?

Tamanha é essa verdade que Jesus explicita: “Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus” (Mateus 5.9).

Você pode ser chamado(a) pelos seus familiares, vizinhos, irmãos da igreja de pacificador(a)? Ou será que dentro de casa e na hora do atrito, você se transforma em algo muito diferente do que 

Estaria você disposto a converter esse último pedaço de carne a Cristo? Ou será que você prefere arriscar e tentar chegar ao céu apenas com suas qualidades religiosas?