quinta-feira, 4 de setembro de 2014

REZAR PELOS MORTOS. É BÍBLICO?







Não! Rezar pelos mortos é uma doutrina criada pela ICAR no ano 360 d.C.

Talvez porque não havia na Bíblia nada que desse respaldo a esta prática pagã, em 1546, no concílio de Trento, a ICAR acrescentou o livro de Tobias às Escrituras.

Como nunca me deixei guiar pelo ouvido, decidi ler os apócrifos. Isso mesmo. Tenho uma Bíblia Católica aqui à minha frente e comecei por ler Tobias. É incrível a cegueira de tantos milhões guiados por lendas, romances ou novelas.

Como é que alguém, no seu juízo perfeito, pode ignorar todo o ensino da Palavra de Deus e ser conduzido por um livro que "não conta uma história real" e que é uma "espécie e romance ou novela, destinado a transmitir ensinamento"?

Vejam o que é que a Bíblia católica diz acerca da credibilidade do livro de Tobias:

"O livro de Tobias foi escrito cerca do ano 200 a.C.. Apesar das aparências, não conta uma história real, pois os acontecimentos nele descritos dificilmente se enquadram na História desse período. O livro pertence ao género sapiencial e é uma espécie de romance ou novela, destinado a transmitir um ensinamento. ... A finalidade do livro, portanto, é ensinar. Destaca-se, entre outras coisas, a descoberta da providência divina na vida quotidiana (arcanjo Rafael), a fidelidade à vontade de Deus (Lei), a prática da esmola, o amor aos pais, a oração e o jejum, a integridade do matrimónio e o respeito pelos mortos. O autor mostra, sobretudo, que o homem justo não vive sozinho: está sempre acompanhado e protegido por Deus." (Bíblia Sagrada, Edição Pastoral, 1993)

A grande finalidade do livro de Tobias é respaldar a doutrina da reza pelos mortos. Ponto.

Outra finalidade é aligeirar a verdade acerca da mentira. Como é possível que alguém que conhece o carácter de Deus acredite que um anjo enviado por Ele possa mentir conforme lemos: "Apenas saíra, Tobias encontrou um jovem de belo aspecto, equipado como para uma viagem. Sem saber que se tratava de um anjo de Deus, ele (Tobias) o saudou e disse-lhe: De onde és tu, ó bom jovem? ... Tobit então perguntou-lhe: Rogo-te que me digas de que família e de que tribo és tu? Rafael respondeu: Que é que procuras: a raça do servo, ou o próprio servo para acompanhar teu filho? Mas, para tranqüilizar-te: eu sou Azarias, filho do grande Ananias."

Ao contrário dos livros acrescentados à Palavra de Deus, o Deus que inspirou a Palavra sempre abominou a mentira: "Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor, ..." (Provérbios 12:22)

Jesus esclareceu-nos a identidade de quem usa a mentira e disse quem é o pai dela: "Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira." (João 8:44)

O Diabo também é o pai da bruxaria. Já o anjo mentiroso, Rafael, ensina Tobias a fazer bruxaria ensinando-lhe algo como isto: "O anjo disse-lhe: Pega-o pelas guelras e puxa-o para ti. Tobias assim o fez. Arrastou o peixe para a terra, o qual se pôs a saltar aos seus pés. O anjo então disse-lhe: Abre-o, e guarda o coração, o fel e o fígado, que servirão para remédios muito eficazes. Ele assim o fez. ... Entretanto, Tobias interrogou Rafael: Azarias, meu irmão, peço-te que me digas qual é a virtude curativa dessas partes do peixe que me mandaste guardar. O anjo respondeu-lhe: Se puseres um pedaço do coração sobre brasas, a sua fumaça expulsará toda espécie de mau espírito, tanto do homem como da mulher, e impedirá que ele volte de novo a eles. Quanto ao fel, pode-se fazer com ele um ungüento para os olhos que têm uma belida, porque ele tem a propriedade de curar." (Tobias 6:4-5; 7-9). Se isto não são práticas de bruxaria, são o quê?

No capítulo 12, temos outro ensino do anjo mentiroso, completamente alheio às Escrituras: "porque a esmola livra da morte: ela apaga os pecados e faz encontrar a misericórdia e a vida eterna;" (Tobias 12:9)

O anjo mentiroso ensina a salvação pelas obras. Em toda a Escritura percebemos que só o sangue derramado (no AT o sangue dos animais sacrificados e no NT o sangue derramado por Cristo na cruz do Calvário que acabou com todos os sacrifícios antes requeridos), pode apagar os nossos pecados. E que só a fé no Único Senhor e Salvador nos livra da morte, dando-nos, na sua imensa misericórdia a vida eterna!"

Também lemos na Escritura que, o único mandamento com promessa é este: "Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá." (Êxodo 20:12). Este ensino é confirmado no NT: "Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa;" (Efésios 6:2).

O anjo mentiroso acaba a conversa dizendo: "Quando tu oravas com lágrimas e enterravas os mortos, quando deixavas a tua refeição e ias ocultar os mortos em tua casa durante o dia, para sepultá-los quando viesse a noite, eu apresentava as tuas orações ao Senhor. ... Eu sou o anjo Rafael, um dos sete que assistimos na presença do Senhor." (Tobias 12:12).

Onde é que, em toda a Escritura, é dito que são sete os anjos que assistem na presença de Deus? Onde é que, na Bíblia, é dito que são eles que apresentam as nossas orações a Deus? Será o que deus de Tobias não estava capacitado para ouvir as orações do Seu povo? Em todo o AT, vemos os profetas a interceder pelo povo, nunca os anjos. E já agora... quantas vezes é que este anjo mentiroso é mencionado na Bíblia? Sem ser num livro apócrifo, claro.

Perante tudo isto, a única conclusão que podemos tirar é que o ensino da reza pelos mortos foi aprovado por um anjo mentiroso, num livro que não passa de uma "espécie e romance ou novela". Ou seja:

Os católicos acreditam em qualquer história da carochinha que o clero lhes impinja. Ponto.

Que nossos Amigos Católicos encontrem a verdade como tantos outros encontraram, viva para a igreja não para a Religião.