quinta-feira, 26 de julho de 2012

Os Rolos do Mar Morto.




Introdução

Desejo com exatidão relatar um fato histórico da arqueologia bíblica, onde mais uma vez as Santas Escrituras veio a ser confirmada pelos cientistas.
Nesse relato, minha preocupação está voltada a levar o leitor a ter um pré conhecimento sobre o assunto, a fim de desejar futuramente aprofundar nessa magnificar história cientifica.


Os manuscritos do Mar Morto

Foi no inicio de 1.947 que um pastor árabe encontrou numa gruta do mar Morto, vasos que continham sete antiquíssimos pergaminhos.
Este acontecimento fortuito deu lugar à mais sensacional descoberta no campo da arqueologia bíblica.
Manuscritos do Livro de Isaías cuja antigüidade era superior a mil anos constituíam as primeiras de uma serie de descobertas de textos que se verificou formarem a biblioteca de uma comunidade monástica judaica que viveu antes da época de Cristo e durante os primeiros anos da era cristã.
A relevância da descoberta destes manuscritos na região do mar Morto ofereceu aos investigadores um material riquíssimo para o estudo das seitas judaicas, das comunidades monásticas judaicas e das origens do cristianismo.
Qumrãn ficava numa área deserta a cerca de 128 quilômetros de Jericó, foi fundado acerca de 130 a.C., por um grupo religioso que se separou do judaísmo contemporâneo.
Os escritos dos rolos do mar Morto, mostraram-se extremamente relevantes para o estudo dos períodos intertestamentário e cristãos primitivos.
Em 1947, um jovem pastor beduíno estava procurando um animal perdido nas encostas escarpadas do Wadi Qumran, a noroeste do mar Morto, quando então encontrou vários vasos cheios de rolos antigos de couro, junto com outros fragmentos de manuscritos.
Foram feitas tentativas de vender os rolos a um antiquário em Belém, e em determinada época os rolos foram separados em dois grupos para serem reunidos apenas muitos anos mais tarde.
Enquanto isso, eruditos judeus e americanos haviam descoberto que os manuscritos eram pelo menos mil anos antigos que os primeiros manuscritos conhecidos da bíblia hebraica.
Os rolos formavam a biblioteca da comunidade de Qumrãn. Pesquisas cuidadosas em 11 cavernas e outros lugares próximos ao sítio permitiram recuperar cerca de quinhentos documentos, a maioria em fragmentos.
Cerca de cem desses rolos são livros do Antigo Testamento em hebraico, incluindo uma cópia de Isaías, que é o mais antigo manuscrito de um livro completo do Antigo Testamento e talvez date de 100 a.C.
Os rolos bíblicos demostraram a exatidão da transmissão dos textos hebraicos já conhecidos.
Outros rolos dão uma idéia da vida na comunidade de Qumran. Onde ele incluí uma regra comunitária, uma coleção de hinos, comentários bíblicos e outros escritos.
Um "rolo do templo", adquirido pelos israelitas em 1.967, confirma os ensinos escritos dos elementos mais conservadores do farisaísmo.
Um comentário sobre Habacuque ilumina os objetivos da comunidade de Qumrãn. O grupo pode ter surgido em cerca de 200 a.C., como um protesto contra o judaísmo contemporâneo, onde seus membros se estabeleceram no deserto da Judéia para estudar a Escritura sob um "mestre justo".
A comunidade se considerava o remanescente israelita fiel, destinado a fazer os preparativos para o dia do Senhor, e seus membros esperavam um profeta como Moisés (Dt 18:18), um Messias davídicos e um sacerdote arônico. O messias derrotaria os inimigos do remanescente, e o sacerdote governaria o estado.
A colônia de Qumrãn foi escavada pela primeira vez em 1.953. Os arqueólogos descobriram os lugares onde a comunidade vivia, cisternas para rituais de batismo, um sistema de aquedutos, o aposento onde os rolos foram escritos e em cemitério.
Quanto ao processo da descoberta, como vimos, um pastor beduíno, Muhammad Dib, da tribo dos Ta’amirech, foi quem achou por acaso os rolos, quando procurava por ovelha desgarrada pela ravinas rochosas da costa do mar Morto, e encontrou sem saber um verdadeiro tesouro real da tradição bíblica.
Muhammad quando encontrou a fenda de difícil acesso e vendo a possibilidade de sua ovelha estar lá, buscou ajuda e adentrou, encontrou ao invés de sua ovelha cântaros de barro.
Julgando ter neles um tesouro, quebrou-os imediatamente, contendo apenas rolos de pergaminho e papiro, envoltos em panos de linho.
Levaram os rolos pensando que pudessem vendê-los, e assim os velhos documentos iniciaram uma extraordinária peregrinação pelo mercado negro de Belém, nas mãos dos antiquários, colecionadores judeus e árabes.
Mas um pacote de rolos e um punhado de moedas foram para as mãos do arcebispo ortodoxo de Jerusalém, Yeshue Samuel.
No mosteiro de São Marcos, peritos da American School of Oriental Research entraram em contato com os documentos e perceberam que se tratava de um achado arqueológico extraordinariamente antigo.
Entre eles encontrava-se um rolo de sete metros de comprimento com o texto do Livro de Isaías sem lacunas, em hebraico.
Perfazendo todo o caminho percorrido pelos documentos, chegaram a tribo de Ta’amirech e finalmente até a caverna de Uadi Qumram, sendo proibido em 1.948 quando estourou uma guerra árabe-judaica.
Em 1.948, um observador belga da ONU, Philipper Lippens em conjunto com um inglês Harding, conseguiram interessar os oficiais da legião árabe pela caverna do achado, onde depois de diversas buscas encontraram a caverna, e junto com o padre dominicano Roland de Vaux puderam ir ao local.
Ficaram decepcionados, ao notar que o local havia sido visitado e que não constatava mais nenhuma prova do que buscava, mas a paciência dos dois observadores levaram a esgaravatar o solo com as mãos à procura dos restos dos manuscritos, onde reunidos chegaram a conclusão que eram de origem heleno-romana, do periodo de 30 a.C. à 70 d.C., seiscentos pequenos fragmentos de pergaminho e papiro permitiram reconhecer ainda anotações manuscritas do Primeiro e do Quinto Livros de Moisés e do Livro dos juízes, em hebraico.
Pedacinhos do tecido de linho que servira para envolver os rolos completaram a magra coleta.
Em 1.949 o arcebispo Yeshue Samuel viajou para os Estados Unidos com os rolos, para um exame, sendo levantado a polemica da autenticidade, os documentos foi enviados ao conselho de um cientista atônico.
Já o Professor Libby foi encarregado de realizar a pesquisa com o pedaço do tecido linho em que estava envolvido o rolo do livro de Isaías, concluiu que o tecido era do tempo de Cristo, e que os documentos escritos eram mais antigos, comprovando que Isaías encontrado na caverna de Qumrãn foi escrito por volta do ano de 100 a.C., comprovando o texto da bíblia hebraica antigo, a tradução grega dos Septuaginta e a Vulgata Latina. Onde o texto hebraico escrito a cerca de mil anos mais antigo estava em concordância textualmente com a relação atual, porém tal pergaminho pressupõe que seja a mesma que Jesus utilizou na sinagoga de Nazaré (Lc. 4.16-17).
Novas pesquisas foram feitas no Uadi Qmran resultando no encontro de grande número de cavernas com restos de manuscritos mas com obras diferentes, tal como restos de uma colônia da seita judaica dos essênios nos quais foram achados moedas do tempo dos procuradores romanos até a guerra dos judeus, nos meados de 66-70 d.C., e uma coleção espantosamente de texto bíblicos para preserva-los dos romanos pagãos, comprovando ser os trinta e oito rolos a disposição com textos de dezenove livros do Velho Testamento, escritos sobre o pergaminho e papiro em hebraico, aramaico e grego.
A partir de 1.950, começou aparecer na Jordânia grandes quantidades de escritos e fragmentos do século II a.C. sendo oferecidos a preços exorbitantes a diversos instituições interessadas.
Já os árabes ao descobrir os valores dos documentos puseram-se a explorar em segredo por conta propria, tomando a caça um mercado negro.
Com uma constante busca o Padre De Vaux reuniu-se com um árabe no final de 1.951 e com o Harding partiram do Uadi Qumram, chegando ao Uadi Murabba’at, um lugar mais desertos da Palestina, onde com uma única caverna contou quarenta e cinco figuras armadas.
Em janeiro de 1.952 a exploração metódica das caverna foi iniciada onde foi contratado escavadores furtivos. Os fragmentos de manuscritos encontrados são principalmente em grego, aramaico e hebraico do século II d.C.
Um deles constituiu um papiro escrito em hebraico do século VI a.C., quanto aos textos bíblicos, foram encontradas partes do Gêneses, Êxodo e do Deuteronômio, entre muitos escritos hebraicos.
Até então, só uma parte insignificante dos novos e numerosos testemunhos escritos antes e depois de Cristo foi estudado, onde diversos documentos achados aumentou o material existente.
Tudo está em andamento, e é possivel que estejamos diante de novas e revolucionarias descobertas que nos aproximem do tempo de Cristo e das primeiras comunidades cristãs e de sua vida.
Depois dos manuscritos e das pedras dos tempos bíblicos, as construções, as residências, os palácios reais e os fortes da Palestina, depois dos testemunhos de antigos acontecimentos egípcios, assírios e babilônicos, levantam agora também a voz dos manuscritos de dois mil anos.
Concluindo que os textos achados são nada mais do que semelhantes dos que se encontram em nossas bíblias aceitas pelo cânon e fielmente reproduzida.
    
Parecer Final

A descoberta dos rolos em 1.947 serviu para enriquecer a autenticidade das Escrituras Sagradas, e confirmando com exatidão, a historia judaica, onde a comunidade Khirbet Qumran situado no noroeste do mar Morto, veio a tona, revelando o serviço prestados em seu tempo.
O pequeno conjunto de construções escavados na década de 50 abrangia uma sala de manuscritos, refeitórios e salas de reunião, fornos de cerâmicas e depósito, e um cemitério. Onde na sala dos manuscritos foram achados bancos e mesas e dois recipientes para tinta.
A literatura, ou seja os manuscritos do mar morto datados no periodo de 200 a.C. a 100 d.C encontrada em diversas cavernas consistiam em:
» Cópias integrais ou parciais de todos os livros canônicos do Antigo Testamento (com exceção de Ester);
» Comentários das Escrituras;
» Material dos livros apócrifos e pseudepígrafes do periodo intertestamentário;
» Manuscritos das regras e doutrinas da seita ( como a espera por dois messias, um secular e um religioso, e a esperança do julgamento iminente dos maus a serem feitos por Deus);
» Textos sobre outros assuntos, como o Rolo do Templo e o tesouro oculto descrito no Rolo de Cobre.
Por fim, as semelhanças entre algumas doutrinas dos essênios e as do cristianismo, por se basearem ambos no AT, tem numerosas diferencias.
Tal documento, é pouco para que leitor possa com profundidade conhecer o fato histórico da arqueologia bíblica, mas fica uma base do que venha a ser o famoso "Manuscritos do mar Morto".